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Você estudou lógica, entende de API, talvez tenha mexido com SQL. Aí abre o LinkedIn e vê que toda vaga júnior pede “1 ou 2 anos de experiência”. Como ter um ano de experiência sem o primeiro dia? Esse é o problema do ovo e da galinha de quem começa. Este guia é de opinião e orientação geral, sem pesquisa própria nem promessa de resultado.
Prove que você resolve problema
A ideia central é que quem contrata quer evidência de que você entrega, mais do que um certificado. Um certificado mostra que você passou numa prova. Um projeto funcionando mostra que você resolveu um problema. Daí a sugestão de trocar a mentalidade de “preciso de um emprego para ganhar experiência” por “vou criar minha própria experiência resolvendo problemas”.
Um projeto completo, no ar
Em vez de uma calculadora ou lista de tarefas copiada de tutorial, escolha um projeto e trate-o como trabalho. Ele precisa de:
- um front-end, mesmo simples;
- um back-end próprio, em Node.js, Python ou Go. Há um guia de API em Go com PostgreSQL aqui no blog;
- um banco de dados real;
- o consumo de uma API externa, como a PokéAPI ou uma de clima;
- deploy. Mande o link do projeto no ar, não um arquivo .zip.
Um projeto com essas cinco camadas conta uma história mais completa do que vários exercícios soltos.
O GitHub como vitrine
Fixe o projeto principal no seu perfil e capriche no README: o que o projeto faz, que tecnologias usa, uma imagem ou GIF dele funcionando e, principalmente, como rodar na máquina de outra pessoa. Um README claro mostra cuidado e empatia com quem lê.
Open source como porta de entrada
Quem não tem ideia de projeto pode começar em um que já existe. Você não precisa de uma contribuição grande: corrigir um erro de digitação na documentação ou traduzir um trecho já é um pull request. Uma contribuição aceita mostra que você sabe usar Git, entende o fluxo de fork, branch e pull request e consegue colaborar com outras pessoas.
Peça feedback, não vaga
Mandar currículo pelo botão “Aplicar” funciona, mas concorre com muita gente. Uma alternativa é procurar, no LinkedIn, alguém que trabalha com a tecnologia que você usa e enviar uma mensagem curta e respeitosa: quem você é, o link do projeto e um pedido pequeno, como dois minutos de feedback sobre a arquitetura. Nem todos respondem, e não há garantia de resultado. Quem responde, porém, passa a conhecer você sem que você tenha pedido emprego.
Perguntas comuns
Preciso de diploma? Depende da empresa. Um portfólio concreto ajuda na triagem técnica, e em alguns processos o diploma entra como critério. Não há dado aqui para dizer qual pesa mais.
Quantos projetos? Um bem acabado costuma dizer mais do que vários pela metade.
E se eu não souber a tecnologia da empresa? Os fundamentos (lógica, Git, API, SQL) valem em qualquer stack, e um projeto bem feito numa linguagem mostra que você consegue aprender outra.
A experiência não vem só com um contrato. Em boa parte, é o resultado do trabalho que você já fez e consegue mostrar.







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